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Habitar a própria consciência

Construir a morada para a consciência, é criar um espaço interno onde o pensamento pode se dobrar sobre si mesmo sem se perder, onde a ação pode ser revisitada sem julgamento, onde o mundo pode ser compreendido sem que precisemos nos dissolver nele.


Não é uma tarefa simples.

A consciência humana é exigente: ela nos pede que sejamos, ao mesmo tempo, sujeito e objeto do nosso próprio olhar. Que nos vejamos inseridos num mundo que não escolhemos, mas que podemos — com cuidado, com coragem e com companhia — transformar.


E talvez seja esse o ato mais radicalmente humano que existe: perceber que somos parte do mundo, e que o mundo é parte de nós, e, mesmo assim — ou justamente por isso, escolher como queremos habitar essa pertença.


Referência:

MORETTI, Vanessa Dias; ASBAHR, Flávia da Silva Ferreira; RIGON, Algacir José. O humano no homem: os pressupostos teórico-metodológicos da teoria histórico-cultural. Psicologia & Sociedade, v. 23, n. 3, p. 477-485, 2011.

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